Feedback. Onde isso leva?

Sabe aquele momento em que o líder chama o liderado para uma conversa fraca, afim tratar do desempenho e produtividade daquele colaborador? Pois então, ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, essa ocasião não é a chamada “hora da bronca”, mas do famoso feedback. Para os que não gostam da ideia, é importante esclarecer que, essa ferramenta de nome estrangeiro, é uma das mais importantes para o desenvolvimento e aprimoramento de equipes de alta performance e, através dela, os gestores conseguem eliminar vícios e alavancar a produtividade dos colaboradores.

Mesmo nos dias de hoje, para muitos funcionários o feedback ainda pode parecer um ‘bicho de sete cabeças’, que causa medo, pressão e rejeição. Porém, todo esse pavor desnecessário, impedem o amadurecimento e desenvolvimento do profissional, da equipe e do líder. Sobretudo, é preciso esclarecer que, quando usado corretamente, o feedback, tem como principal função identificar os pontos fortes e os que precisam de ajudes, para que o colaborador consiga se desenvolver plenamente, alçando assim, os resultados esperados pela organização. O que, de fato, é tão importante para a empresa, quanto para o funcionário.

Existem três tipos de feedback: o construtivo, onde o comportamento do colaborador e os seu trabalho são apresentados, de forma a serem aceitos posteriormente pela empresa; o positivo, onde a intenção é mostrar que o comportamento do colaborador atingiu os objetivos que eram pretendidos e, o negativo, que é a demonstração de que a pessoa não atingiu os escopos designados, encorajando-o a uma mudança de atitude. Um dos principais papeis do feedback é informar o profissional sobre seu desempenho, conduta ou resultado.

Alguns dos erros mais são cometidos entre os gestores, na hora do famoso feedback, é focalizar na atitude e na personalidade do funcionário, enquanto que o essencial para que haja um retorno positivo, é direcionar a conversa para o que deve e pode ser feito para a melhora da conduta do colaborador. Outro ponto importante é a clareza das mudanças, ou seja, o profissional que for realizar o feedback com o empregado, precisa deixar nítido quais são os problemas e quais atitudes devem ser tomadas para que haja a efetiva transformação na postura do integrante. Um detalhe importante: antes de falar dos pontos negativos do colaborador é necessário destacar suas qualidades.

Visto isso, pode se notar que não há mal algum em dar ou receber um feedback, basta apenas que o líder saiba como lidar com a situação e a encaminhe de forma a atingir resultados e retornos positivos. Essa sutil conversa entre liderado e gestor é, na verdade, uma ferramenta para alterar comportamentos impróprios na empresa e dentro da equipe, além de melhorar e aprimorar o desenvolvimento profissional do funcionário dentro da organização. Um feedback bem abordado abre diálogo com os funcionários, melhorando as relações de trabalho e interpessoais.

15 janeiro 2017