Comunicação Não Violenta no escritório

Comunicação Não Violenta no escritório

A comunicação no meio de trabalho pode ser complicada, por envolver hierarquias e colaborações entre pessoas com ritmos e métodos diferentes. Além disso, é um ambiente em que estamos sempre passíveis de críticas, mesmo dando o nosso melhor. Mas existem métodos que podem facilitar essas interações, e a aplicação de práticas da Comunicação Não Violenta, ou CNV, certamente é um deles.

O que é Comunicação Não Violenta?

A CNV é uma abordagem desenvolvida pelo psicólogo americano Mashall Rosenberg, que valoriza a predominância da comunicação eficaz e empática. Entende-se que na Comunicação Não Violenta as respostas passem a ser mais conscientes, valorizando o momento presente, e que ambos enunciador e receptor estejam atentos às suas necessidades e dos outros. A escuta ativa é chave nessa abordagem, e garante uma interação com mais respeito e atenção.
Segundo Marshall, a CNV é baseada em quatro preceitos: observação (olhar atento sob a situação), sentimento (como a situação te faz sentir), necessidade (necessidades que não estão sendo atendidas) e pedido (o que quer daquela pessoa). Quando estivermos incomodados com o comportamento de alguém, por exemplo, podemos iniciar um contato baseado nesses itens.

Comunicação Não Violenta no escritório

Como falamos acima, o espaço de trabalho é uma mão cheia para a comunicação violenta. Somos culturalmente inclinados a deixar os sentimentos de lado e seguirmos as regras, por mais que absurdas, se quisermos crescer na empresa. Tanto gestores quanto colaboradores fazem parte dessa dinâmica, mas podemos subverter esse cenário e garantir um ambiente mais empático.
Suponha que você é um gestor, por exemplo, e tenha que gerenciar uma equipe para um projeto novo. Um dos colaboradores, no entanto, não está seguindo com o programa e parece sempre estar atrasado na entrega das demandas. Seguindo uma abordagem mais empática da Comunicação Não Violenta, você poderia chamá-lo em seu escritório e dialogar honestamente. Ilustrar a situação (observação), a impressão que esse comportamento causa (sentimento), a necessidade do cumprimento do projeto (necessidade) e um pedido para ser mais atento aos prazos (pedido). E, claro, escutar atenta e empaticamente a resposta, aberto ao que vier. Quem sabe esse funcionário está passando por dificuldades em casa, ou as tarefas às quais foi designado não são as que melhor exploram suas habilidades?
No fim das contas, dizem que tudo se resolve no diálogo, não é mesmo? Mas temos que prestar atenção em como esses são feitos, e como podemos melhorá-los.

19 outubro 2020