Comunicação na era do streaming

Comunicação na era do streaming

A forma com a qual nos relacionamos com a comunicação está em constante mudança. Há alguns anos, a nossa forma de consumir conteúdo era essencialmente passiva. Sentávamos na frente da TV e assistíamos ao que estava disponível, no máximo podendo trocar de canal na esperança de algo melhor. Se um programa muito bom estava passando, tínhamos que esperar os intervalos comerciais para pegar alguma coisa pra comer ou ir ao banheiro, acompanhando o ritmo na TV. Mas agora a atitude frente ao consumo de conteúdo é muito mais ativa: escolhemos o que queremos ver, quando e como. O streaming, que vem se desenvolvendo desde a segunda metade dos anos 2000 (o Netflix surgiu em 2007 e o YouTube em 2005, por exemplo) é grande força motriz desse movimento.

O que é o streaming?

Muito se fala sobre esses serviços, mas o que significam exatamente? Streaming é basicamente uma tecnologia de transmissão de material (geralmente áudio e vídeo) pela internet. Com essa ferramenta, não há a necessidade de baixar o conteúdo ou ocupar espaço no dispositivo, pois ele já está ali, disponível, a espera de um clique. Dessa forma, é possível ter acesso a filmes, vídeos, músicas e séries muito mais facilmente. Pela facilidade, ajudam também no combate à pirataria, que ganhava força justamente na dificuldade de consumir conteúdo legal. Em 2010, por exemplo, se você queria ver a nova temporada de uma série gringa teria que esperar muito tempo até que ela chegasse na TV brasileira, se chegasse. O que levava muitos à pirataria, já que o conteúdo chegava na internet mais rapidamente. Hoje, essas barreiras se desfazem com o streaming.

O que a cultura do streaming nos diz

A enorme popularidade desse tipo de consumo diz muito sobre as tendências de comunicação, tecnologia e relação social com a internet de forma geral. Vamos falar sobre algumas delas.

  • Convergência

Cada vez mais, os usuários querem interagir de forma interligada com todos os seus dispositivos. Celulares, TV, computadores, tablets, assistentes pessoais, até luzes e geladeiras. É a internet das coisas. Logo, produtores de conteúdo e comunicação precisam estar atentos a essa convergência e pensar maneiras criativas de integração.

  • Praticidade

Como falado lá acima, o streaming permite uma grande praticidade na hora de consumir. É essa praticidade e rapidez que os usuários querem na internet. O Google, por exemplo, fala que uma página deve demorar menos de 3 segundos para carregar para reter a atenção do usuário. As pessoas querem praticidade e dinamicidade, conteúdo que corresponda às suas expectativas de forma eficaz e rápida.

  • Personalização

Nenhuma página inicial do Netflix é igual a outra. Até as miniaturas são personalizadas baseado no que a plataforma acha que chamaria mais sua atenção. Essa é uma tendência que se espalha por toda a internet: pessoas diferentes querem coisas diferentes e respondem a diferentes estímulos. É por isso que é tão importante conhecer seu nicho para saber atender exatamente às necessidades específicas. Foi-se o tempo de criar conteúdo só por criar, é momento de adaptação e personalização.

Para além de ficar atento em como as novidades tecnológicas modificam a nossa forma de conteúdo, é interessante também pensar em como usar essas ferramentas a nosso favor. O Spotify, por exemplo, permite a criação de playlists públicas, inclusive colaborativas, um ótimo recurso para negócios, como academias de ginástica que têm o ambiente estimulado pela música. O YouTube é outra plataforma de streaming muito aproveitada em campanhas. Também é possível produzir webséries, webinars, live streamings (que ficaram muito populares na pandemia), entre outros tipos de conteúdo que seguem a lógica pronto-para-consumir. As oportunidades são muitas, e a atualização é constante e necessária.

7 dezembro 2020