Clubhouse e o Marketing de escassez

Clubhouse e o Marketing de escassez

Se você estava na internet nos últimos dias com certeza ouviu falar do Clubhouse, o aplicativo do momento. Trata-se de uma rede social exclusivamente em áudio, como se fosse um podcast aberto ou um programa de rádio de auditório em que todo mundo presente pode participar.

Mas por que está sendo tão falada?

Por um lado, porque é uma novidade e tanto uma rede social focada em conversas por áudio. Em um momento como esse (ainda estamos em uma pandemia), em que as pessoas não estão tendo tanto contato umas com as outras, uma conversa em que se ouve e se fala já é uma aproximação. Além disso, um dos aspectos mais comentados foi o fato da possibilidade de diálogos diretos com personalidades famosas, às quais as pessoas “comuns” não teriam acesso normalmente. Havia salas com participação de Oprah Winfrey, Elon Musk, Ashton Kutcher e outras celebridades discutindo sobre os mais variados assuntos.

Outro aspecto é o do Marketing de Escassez e exclusividade. No momento, a rede social só pode ser acessada através de convite, e só por aqueles que dispositivo IOS. Quem entra na plataforma só tem direito a 2 convites, que se vão rapidamente.

Assim, a procura é tanta que tem gente até sorteando ou vendendo convites. Tem gente brincando (ou não) que vai comprar Iphone só para acessar a rede.

É o FOMO (Fear Of Missing Out, ou medo de ficar de fora em tradução livre) em ação. A estratégia de Marketing do Clubhouse se usa de gatilhos mentais relacionados ao Marketing de Escassez para fazer com que todos queiram estar na plataforma, mas nem todos possam.

O Marketing de Escassez está presente também quando você entra em um e-commerce e vê um alerta em letras garrafais vermelhas que diz “apenas mais 3 unidades disponíveis!”, e se apressa para comprar antes que acabe. É uma estratégia mais velha que a roda e que, apesar de consolidada, também é bem questionada.

Na verdade, muitas outras redes usaram desse artifício no começo da sua trajetória. É o caso do Facebook, anos atrás. Mas faz tanto tempo, e a dinâmica da internet era tão diferente que parece não ser tão relevante.

Faz sentido uma rede ser tão excludente no mundo web atual?

Além de deixar de fora quem tem Android ou simplesmente não recebeu um convite, uma outra reclamação é a falta de acessbilidade. Pessoas com deficiência auditiva vão ficar de fora dessa nova tendência, pelo menos por hora. Outras plataformas de áudio têm ferramentas de acessibilidade, como recursos de legendas, que tentam incluir esses públicos. É o caso do Spotify, por exemplo.

Será que o Clubhouse vai trabalhar para ser menos excludente, ou vai se servir da exclusividade como fator de atração e parte da cultura da ferramenta? Clubhouse em inglês significa clube, daqueles exclusivos que têm sócios e só eles podem aproveitar os recursos.

Até então, a estratégia que eles adotaram tem funcionado muito bem, pois a discussão tem movimentado bastante as redes nos últimos dias. A plataforma tem feito sucesso diferenciado entre profissionais de comunicação e Marketing, e certamente veremos um interesse maior das marcas com o desenvolver da ferramenta. Com certeza vale acompanhar os próximos passos.

 

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